sábado, 27 de dezembro de 2008

A última do sábado...


Na madrugada silenciosa e fria
Rimo palavras pra entender o que sinto
Construo versos pra mostrar que não minto
Arquiteto poemas até o raiar do dia.

Nem mil poemas aquietam a dor
Do desejo frustrado, de querer e não ter.
Desse olhar perpassado de ardor e poder
Que me sopra a vida, que me traz o calor.

Nem o sono consola tal desejo
Tão sentido, querido e sonhado.
Do gosto insano, somente imaginado
Do tão longamente esperado beijo.


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